Vanessa Rodrigues é a convidada da segunda edição do Amplifique que foi apresentadopor Ana Paula Costa e Rita Faustino

Cobertura responsável salva narrativas e vidas

Qual a forma adequada de noticiar casos de feminicídio, sem reforçar as violências, principalmente, a de gênero? Nesta segunda edição do Amplifique, a jornalista Vanessa Rodrigues apresenta recursos importantes para não revitimizar a vítima desses crimes.

DATA

PUBLICADA POR

Na última semana,  foi realizada a segunda edição do Amplifique, um webinar criado pelo Grupo Radioweb para discutir assuntos no universo do jornalismo. O encontro reuniu estudantes, professores, profissionais da comunicação e convidados para o debate: como informar sem reforçar violências, principalmente a de gênero?


A convidada desta edição foi Vanessa Rodrigues, jornalista e coautora do livro Histórias de morte matada contadas feito morte morrida. Ela trouxe casos em que a cobertura midiática causou grave impacto nos casos de violência contra a mulher. 


Vanessa destacou o compromisso ético do jornalista durante a apuração de um feminicídio, que deve acontecer desde a abordagem da família. Ela também ressaltou  a importância de títulos e manchetes coerentes como expressões sensacionalistas que podem contribuir para uma percepção distorcida da realidade.

Papel do jornalismo

O Amplifique tem como proposta se aproximar de emissoras de rádio parceiras, universitários, professores e ouvintes. A ideia é que esses momentos fortaleçam o compromisso dos radialistas e jornalistas com a profissão e, acima de tudo, alimentem conversas profundas sobre temas tão caros na sociedade.


A coordenadora de Jornalismo, Ana Paula Costa, explica que os cursos de Jornalismo e de Rádio e TV abordam a responsabilidade ética dos profissionais de comunicação durante a formação acadêmica. Segundo ela, a orientação aos estudantes destaca a importância de exercer a profissão com respeito aos direitos humanos, um dos princípios fundamentais da ética jornalística. 


“A maneira como a gente trata de assuntos importantes pode influenciar diretamente não só a opinião, mas também sua visão de mundo. É fundamental que a imprensa seja uma das responsáveis por defender e humanizar as mulheres vítimas de violência, principalmente em um momento em que os feminicídios crescem de forma alarmante”, reitera.  


Para a gestora de Relacionamento com Rádios, Rita Faustino, falar sobre a linguagem jornalística na cobertura da violência doméstica e dos feminicídios é essencial para ampliar reflexões e contribuir para uma abordagem mais humana sobre um tema tão urgente. 

“Esses encontros fortalecem ainda mais o vínculo que construímos diariamente com as emissoras parceiras, criando uma troca muito rica de aprendizado, escuta e proximidade”, conclui.

OUTRAS NOTÍCIAS

Cobertura responsável salva narrativas e vidas
Qual a forma adequada de noticiar casos de feminicídio, sem reforçar as violências, principalmente, a de gênero? Nesta segunda edição do Amplifique, a jornalista Vanessa Rodrigues apresenta recursos importantes para não revitimizar a vítima desses crimes.
“Queremos nos aproximar cada vez mais das rádios”, afirma sócia-diretora da Radioweb
Equipe visita emissoras para mapear rotina operacional das rádios e promover um relacionamento próximo
Visita às rádios D2FM e Nova Difusão, em Santa Rita do Sapucaí (MG)
Campanha Rede por Elas já alcançou mais de 3,5 milhões de pessoas
Com informação e a adesão de rádios de todo o país, a campanha institucional do Grupo Radioweb mostra engajamento social em defesa da vida
Imagem representa a união de pessoas em prol do combate à violência de gênero.
plugins premium WordPress